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13 de junho de 2015

Jurassic World (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros)


Gênero: Aventura/Sci-Fi
Distribuidora: Universal Pictures
Amblin Entertainment
China Film Co.
Legendary Pictures
Universal Pictures
Diretor: Colin Trevorrow
Orçamento: $150M
Ano de Lançamento: 2015
 

SPOILER NOSTALGIA
           
Primeiro de tudo, não contarei muito da história do filme, apenas aspectos gerais do mesmo.

Jurassic World cumpre com muito êxito a função de ser um filme pipoca e consegue encantar tanto as crianças quanto os mais velhos que assistiram ao primeiro filme da franquia lá em 1993. Os efeitos gráficos foram muito bem utilizados e o filme teve o tom certo para sua proposta.

Não podemos fazer comparações entre Jurassic World e Jurassic Park, o primeiro filme da franquia é com certeza melhor que o novo filme, porém Jurassic World consegue resgatar alguns elementos do primeiro filme e adicionar novos aspectos resultando num filme muito divertido para se assistir.

Caso você tenha ressalvas quanto ao filme, fique tranquilo eu também tinha. Eu imaginava que seria um filme bem fraquinho, até porque os trailers não colaboraram muito. Mas a partir do momento que começa a tocar a obra-prima de John Williams você amolece.


             
A escolha do elenco também foi extremamente acertada começando pelo Chris Pratt que faz Owen. Se alguém tinha alguma dúvida de que o Chris deveria ser o novo Indiana Jones a atuação dele em Jurassic World não deixa dúvidas, ele merece herdar o posto do Harrison Ford.
           
É preciso também destacar a participação das crianças do filme, principalmente de Ty Simpkins (Gray) que conseguiu ser aquela criança empolgada, inteligente, mas que não era irritante e com isso consegue cativar o público, ou seja, não torcemos para ele morrer. Nick Robinson (Zach) fez o papel do irmão mais velho de Gray e também teve uma atuação bem interessante ao longo de todo o filme.

Outro ponto alto do filme foi a atuação de Vincent D’Onofrio (Hoskins), as últimas performances de Vincent estão sendo louváveis, seja como Wilson Fisk (Daredevil) ou Glen Palmer (The Judge). Vincent foi a escolha certa para fazer o papel de um dos “vilões” humanos do filme.

Bryce Dallas Howard (Claire) apesar de ser a atriz principal do filme, e fazer par com o Chris Pratt em boa parte do filme, acabou não sendo explorada na sua totalidade. Bryce esteve bem no papel, mas a sua personagem deveria ter sido mais bem construída ao longo do filme.

A volta do BD Wong como o cientista Dr. Henry Wu colabora ainda mais para o ar nostálgico de algumas cenas do filme. Boa parte do respiro cômico do filme fica a cargo de Irrfan Khan (Simon Masrani), principalmente nas cenas que ele tenta pilotar o helicóptero sem possuir licença.

Como disse no começo, esse filme não será um clássico como foi o primeiro filme e também não será um dos melhores filmes do ano. Mas ele cumpre sua proposta de nos entreter e nos deixar deslumbrados com os dinossauros na tela grande.

É preciso também mencionar a participação muito efetiva dos Velociraptors: Blue, Charlie, Delta e Echo. Se no primeiro filme eles eram vilões, nesse filme eles se tornam um dos salvadores. É preciso mencionar aqui que fica totalmente explicado no filme o motivo pelo qual eles obedecem aos comandos de Owen.

O Indominus Rex, o dinossauro híbrido do filme, é imponente e transmite a tensão necessária para um animal desse porte. Além disso, ele é extremamente inteligente, consegue se camuflar e mata por esporte.

A computação gráfica utilizada é fantástica, você realmente se sente dentro de um parque rodeado de dinossauros e todos eles são muito bem feitos.

Como ponto fraco é possível mencionar o fato do filme enrolar para efetivamente começar com as cenas de ação, aventura e tensão. A participação do Jimmy Fallon como o guia turístico de uma das atrações do parque é sensacional.

Com certeza o ponto de destaque do filme é a sua sequencia final que consegue transmitir tudo aquilo que desejamos ao assistir um filme da franquia Jurassic, nada como “mais dentes” para entreter.

Avaliação 78/100       

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015) on IMDb

10 de maio de 2015

The Judge (O Juíz)



Gênero: Drama
Distribuidora: Warner Bros.
Produtoras:
Warner Bros.
Big Kid Pictures
Team Downey
Village Roadshow Pictures
Diretor: David Dobkin
Orçamento: $50M
Ano de Lançamento: 2014



Tem spoiler, mas isso não é relevante.

            Dessa vez vamos sair do ciclo Cinema (filmes em cartaz) e candidatos a melhor filme no Oscar. Vamos falar de um filme que muito interessante apesar de ser acusado, justamente, de ser um tanto quanto clichê.

            Em defesa daqueles que advogam que o filme é clichê, nada como usar jargões de direito num filme que passa boa parte dele dentro de um tribunal, é o final já é previsível desde o momento que descobrimos que o juiz Joseph Palmer (Robert Duvall) tinha um câncer terminal e escondia isso de todos e só contou para o seu filho e advogado Hank Palmer (RobertDowney Jr.).

            Mas apesar de ser um filme com uma sequencia previsível desde é impossível tirar os méritos das atuações dos atores e mesmo da construção da história. Uma história não precisa ser nova e diferente para ser boa, mas como você a conta pode fazer toda a diferença. The Judge nos apresenta isso, uma história um tanto quanto comum mas contada de um jeito que te prende do inicio ao fim, mesmo você sabendo o que pode esperar na próxima sequencia de cenas.

            Hank é um rico advogado que possui problemas familiares e está enfrentando um divórcio em seu casamento, mas tudo muda quando sua mãe muda e ele precisa voltar para a cidade no qual cresceu e não volta faz 20 anos.

            Lá ele encontra seus dois irmãos, o mais novo Dale Palmer (Jeremy Strong) que possui deficiência intelectual e anda com uma câmera filmando tudo, e o seu irmão mais velho Glen Palmer (Vincent D’Onofrio) dono de uma loja em uma cidade próxima e que quando eram jovens tinha um grande futuro no baseball cujo sonho terminou num acidente de carro causado por Hank.

            Acidente esse que abalou toda a relação entre Hank e o seu pai Joseph, como juiz da cidade ele fez que seu filho passasse um tempo encarcerado e fizesse serviços comunitários, com isso ele acabou indo buscar a vida em outra cidade e nunca mais voltado.

            Porém o juiz Palmer foi acusado de atropelar um desafeto na noite do enterro da sua esposa, mãe de Hank, e Hank precisou voltar para ajuda-lo nessa empreitada, iniciando assim de forma um tanto quanto complicada aproximação de pai e filho.
           
            Como ambos tem personalidades fortes foi uma relação marcada por atritos durante todo o filme, com momentos de carinho e discussões feias. Em meio a tudo isso Hank vai encontrar algumas pessoas do seu passado como sua ex-namorada Samantha Powell (Vera Farmiga) que conseguiu construir sua vida dentro da cidade e possuía uma filha que Hank imaginou ser dele, mas não era, Carla Powell (Leighton Meester).

            No inicio o juíz Palmer não queria que Hank fosse seu advogado, tanto que acabou escolhendo um advogado sem experiência C.P. Kennedy (Dax Shepard) que levou um baile do experiente Dwight Dickham (Billy Bob Thorton) que foi escolhido como advogado de defesa, no pré-julgamento.

            Joseph então admite a ajuda do seu filho Hank e ele começa a defendê-lo efetivamente. Com isso a uma nova aproximação de pai e filho, como respeito mutuo voltado pouco a pouco. Resultando até na ida de Lauren Palmer (Emma Tremblay), filha de Hank, a cidade para conhecer o seu avô.

            Não contarei mais detalhes do filme, pois esse não é meu objetivo. Apesar de a história ter suas doses de clichê e previsibilidade e as atuações e a forma como ela é contada fazem toda a diferença para te manter grudado nos 140 minutos de filme.

Avaliação: 77/100