24 de abril de 2015

Avengers: Age of Ultron (Vingadores: Era de Ultron)




Gênero: Ação
Distribuidora: Walt Disney Studios
Produtora: Marvel Studios
Diretor: Joss Whedon
Orçamento: $250M
Ano de Lançamento: 2015




Lotado de Spoilers.

            Não falarei sobre o filme em ordem cronológica, então não espere que eu fale coisas que aconteceram no começo do filme primeiro e só depois comente sobre coisas que acontecem no fim do mesmo.

            Esse filme mostra o motivo pelo qual a Marvel tem ganhado tanto dinheiro com seus filmes, ela promete muito, faz um marketing tremendo, deixa a expectativa das pessoas no ápice e consegue entregar aquilo que esperamos ou até mais como foi o caso de Guardiões da Galáxia ou Capitão América: Soldado Invernal. Avengers: Age of Ultron consegue atingir todas as expectativas que tínhamos antes do filme começar.

            Não fique esperando no cinema até a cena pós-crédito, não existe cena pós-crédito. A única cena que existe é após os créditos iniciais, onde mostra o Thanos falando que ele vai precisar resolver as coisas por ele mesmo, ou seja, nada de Spider Man como muitos esperavam.

            Uma das coisas que mais me impactaram positivamente nesse filme foi à presença e a importância massiva que o Vision (Paul Bettany) deve no filme, desde o inicio do filme quando ele ainda era o Jarvis, o super computador do Tony Stark (Robert Downey Jr), até ele virar o androide Vision. O Vision foi um dos pontos fortes desse filme. Em minha opinião, tanto a roupa dele, quanto a atuação do Paul Bettany colaborou muito para isso.

            Outra característica importante é que eles não explicaram sobre alguns personagens que não são Vingadores como é o caso do Falcon (Anthony Mackie), do War Machine (Don Cheadle), você já deveria conhecer ele dos outros filmes do universo Marvel.

            Porém nem tudo é perfeito, caso você não seja nenhum perdido sabe que tanto a Scarlet Witch (Elizabeth Olsen) e o Quicksilver (Aaron Taylor-Johnson) são X-Men e não “aprimorados” como a Marvel colocou no filme. O que acontece é que a Marvel apesar de fazer as HQs dos X-Men não tem os direitos deles no cinema que está com a Fox. Bem que a Marvel poderia entrar em acordo com a Fox e poder utilizar mais personagens e usar o nome X-Men nos filmes de sua propriedade, assim como eles conseguiram negociar com a Sony a presença do Spider Man que tem sua estreia prevista para o próximo Capitão América.

            A ideia de contar o background dos dois Avengers que não tem filmes próprios Black Widow (Scarlett Johansson) e Hawkeye (Jeremy Renner) foi excelente. Foi possível conhecer mais sobre a vida dos personagens e o seu passado e aumentando a importância dos mesmos dentro do grupo.

            Os alívios cômicos do filme são bem trabalhos como o no caso do martelo do Thor (Chris Hemsworth) onde os outros Avengers tentam tirar o martelo da mesa no inicio do filme, mas não conseguem, porém o Vision consegue pegar ele e ainda brincar com a estabilidade do mesmo no final do filme, tanto as falas como as reações fazem você dar uma boa risada.

            Importante também salientar a relação existente entre a Romanoff/Black Widow e o Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) desde o inicio do filme onde ela consegue fazer com o Hulk se acalme e volte a ser Bruce Banner. Além do amor velado de ambos durante todo o filme.

            Falando sobre o Hulk, a batalha dele com o Hulkbuster comandada pelo Tony Stark é fantástica, cheia de destruição e com uma ação impactante. Só para constar, Hulk já tem um temperamento um tanto quanto incontrolável, porém a Scarlet Witch entrou na cabeça dele alterando ainda mais o comportamento do Hulk.
           
            A primeira cena do filme com todos os Avengers tentando recuperar o cetro do Loki que foi roubado pela Hydra após a queda da S.H.I.E.L.D foi uma das melhores de todo o filme. Essa cena já introduziu a Scarlet Witch e o Quicksilver, porém ambos eram inimigos dos Avengers nesse momento devido a algumas coisas que aconteceram no passado, essencialmente em relação ao Tony Stark.

            Ultron (James Spader) o grande vilão desse filme foi uma cria do Tony Stark como já sabíamos desde os trailers, mas, além disso, ele também obteve uma grande ajuda do Bruce Banner e do cetro do Loki para que isso ocorresse.  

            Ultron foi um vilão convincente do inicio ao fim do filme, desde a primeira luta na festa, passando com as lutas travadas com o Iron Man e com o Captain America (Chris Evans), até as lutas finais e os embates que ele teve como Vision. Lembrando que o Ultron não é uma entidade em si, bem diferente de Loki. Por isso que os Avengers apenas começam a derrotá-lo depois que o Vision desconecta o Ultron da Internet, limitando o número dele para os androides que estavam na cidade russa.

            Impossível também não comentar sobre as joias do infinito, o cetro do Loki era possuidor de uma delas, a joia da mente, ajudando a criar o Ultron, mas também o Vision que ficou com a posse da mesma no final do filme. Mais uma vez ficou extremante claro que quem vai unir todo esse Universo Marvel será o Thor, pois ele é o único que tem um conhecimento mais elevado dessas joias.

            Como a maioria já deve saber o Quicksilver morre no fim desse filme, após salvar o Hawkeye e uma criança, ele é atingido por uma nave pilotada pelo Ultron e morre.

            E o Nick Fury (Samuel L. Jackson) o que ele faz? Primeiramente na casa do Clint Barton ele instiga os Avengers a continuarem a lutar contra o Ultron, pois eles estavam levando uma surra do mesmo, e no final do filme ele chega com uma nave gigante para salvar os civis da luta entre os Avengers e o Ultron.

            Avengers: Age Of Ultron encerra a fase dois da Marvel do cinema. Agora esperar a nova fase que promete ser ainda melhor com Civil War, Ragnarok, Infinitiy War, entre outros filmes.

Avaliação: 90/100

                              

22 de abril de 2015

Birdman: Or (The Unexpected Virtue of Ignorance) / Birdman: ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)



Gênero: Drama/Comédia
Distribuidora: Fox Searchlight
Produtoras:
New Regency Pictures
M Prods
Grisbi Productions, Le
TSG Entertainment
Worldview Entertainment
Diretor: Alejandro González Iñárritu
Orçamento: $22M
Ano de Lançamento: 2014



            Pode conter spoilers.

            Antes de tudo vamos ao primeiro esclarecimento sobre esse filme, esse não é o filme sobre os 12 anos. O filme que foi filmado durante 12 anos é Boyhood e não Birdman. Segundo, não farei uma análise mais aprofundada sobre o merecimento ou não desse filme em ganhar  a estatueta do Oscar de melhor filme nesse ano.

            Outra coisa interessante de citar é que a ideia original do Iñárritu em colocar o Johnny Depp vestido como um pirata fazendo uma alusão ao Jack Sparrow no final de Birdman era fantástica, uma pena que a Disney não deixou que isso ocorresse, pois sabemos que a carreira do Depp está seguindo o mesmo caminho do que aconteceu com o protagonista de Birdman.

            Birdman foi vencedor de quatro estatuetas no Oscar desse ano, melhor filme, melhor direção, melhor roteiro original e melhor fotografia. Como citado acima não farei uma análise mais aprofundada sobre o merecimento de tais estatuetas, pois ainda preciso assistir alguns dos filmes que concorreram ao Oscar de melhor filme esse ano, entre eles Boyhood citado acima e o aclamado Whisplash.

            A fotografia do filme realmente é algo espetacular dando a entender que não existem cortes, ou seja, a câmera caminha junto dos atores e esse efeito junto de um filme muito bem escrito e dirigido colaborou ainda mais para que o filme ganhasse tantos prêmios.

            O filme conta a história de Riggan (Michael Keaton) um ator que durante o final da década de 80 e inicio da década de 90 fez um filme de super-herói chamado Birdman e o quanto esse filme ainda se refletia na vida do mesmo. É impossível não fazer uma alusão à situação do próprio Keaton após estrelar Batman, durante esse mesmo período.

            Riggan está tentando mostrar que é um ator de talento além de um superstar que fez um blockbuster anos atrás. Para isso ele decide criar uma peça na Broadway com ajuda de Jake (Zach Galifianakis) seu agente, produtor, amigo, ou seja, o faz tudo que ajuda Riggan.

            A peça ainda nos seus ajustes finais quando Riggan decide tirar um ator da peça que não estava com uma atuação decente segundo Riggan e os outros atores da peça. Jake então questiona se Riggan queria algum ator famoso de Hollywood, porém a solução veio de outra atriz da peça Lesley (Naomi Watts) que propôs que eles chamassem para um teste Mike (Edward Norton) um ator com problemas de relacionamentos, mas cuja atuação é de tirar o fôlego.

            Os embates durante o filme entre Riggan e Mike são um dos pontos fortes do filme, justificando a indicação de Michael e Edward para a estatueta do Oscar de melhor ator e melhor ator coadjuvante respectivamente, mas nenhum dos dois levou o prêmio para casa.

            A filha de Riggan, Sam (Emma Stone) também rouba a cena, recém-saída da reabilitação, a mesma é um espírito livre e tem diálogos impactantes seja com o pai dela ou com Mike que ela acaba nutrindo uma paixão durante o filme. Nesse contexto é impossível não citar as cenas no topo do prédio com o Mike e a cena de quando Riggan encontra um cigarro de maconha com ela. Lembrando que a Emma foi indicada a estatueta de melhor atriz coadjuvante no Oscar desse ano.

            Os relacionamentos amorosos de Riggan também entram em questão em Birdman, o mesmo possui um affair com Laura (Andrea Riseborough) uma atriz que também faz parte da peça What We Talk About When We Talk About Love que Riggan atua e dirige na Broadway. Além disso, também existe a relação com a ex-esposa e mãe de Sam, Sylvia (Amy Ryan) mostrando o processo no qual levou a separação de ambos, e como ambos ainda são conectados apesar disso.

            Tanto a peça quantos as atuações dentro da peça de Riggan e Mike vão crescendo ao longo do filme. Além disso, Riggan que escuta vozes interiores de Birdman, está numa jornada para se reencontrar, cujas cenas que ele quebra o camarim ou mesmo a cena que ele está voltando de uma noite após ficar chapado são alguns exemplos de como Riggan e essa voz se conectam.

            Podemos supor que o motivo pelo qual o filme se chama Birdman já esteja totalmente elucidado, agora vamos explica a outra parte do título A Inesperada Virtude da Ignorância. A peça tem uma cena onde o personagem de Riggan se mata com um tiro na cabeça, porém na estreia da peça Riggan decide surpreender, e não apenas isso, e usar uma pistola de verdade na cena, porém ele atira no próprio nariz e não na cabeça. Esse feito foi chamado pelos críticos de teatro existentes no filme de A Inesperada Virtude da Ignorância, por isso a segunda parte do título.

Avaliação: 82/100


14 de abril de 2015

Furious 7 (Velozes & Furiosos 7)


Gênero: Ação
Distribuidora: Universal Pictures
Produtoras:
Original Film
One Race Films
Media Rights Capital
China Film Group
Diretor: James Wan 
Orçamento: $190M
Ano de Lançamento: 2015



            Foram feitas algumas alterações no layout do blog e as postagens também estão retornando.  Nossa primeira postagem será sobre o filme mais comentado do momento Furious 7.

            Contém Spoilers.

            Esse é sem dúvida alguma o melhor filme da franquia Velozes e Furiosos. Após os acontecimentos de Fast & Furious 6 em Londres Deckard Shaw (Jason Statham) irmão do Owen Shaw (Luve Evans) resolve se vingar por encontrar o seu irmãozinho em coma no hospital.

            Logo no inicio do filme já temos momentos bem impactantes. Um deles é a luta entre o Deckard Shaw e Hobbs (Dwayne Johnson), que termina com o The Rock hospitalizado e com vários ossos quebrados. Outro momento importante é a correção, ou melhor, uma explicação sobre a cronologia da série, para quem não sabe a cronologia correta é em ordem: 1, 2, 4, 5, 6, 3 e 7, ou seja, os acontecimentos de Desáfio em Tokyo, o terceiro filme se passam na verdade após ocorrido em Fast & Furious 6. Nessa explicação temos a morte de Han (Sung Kang), e uma cena entre Dominic Toretto (Vin Diesel) e Sean Boswell (Lucas Black) o protagonista de Desafio em Tokyo.

            Após os acontecimentos citados acima junto com a explosão da sua casa, Dom resolve ir atrás de Deckard acerta as contas, mas como esperado a primeira tentativa falha e ele conhece Mr. Nobody (Kurt Russell) que se dispõe a ajuda-lo a pegar Deckard em troca do resgate de um hacker chamado Ramsey (Nathalie Emmanuel). Dom aceita a proposta e Dom, Brian O’Conner (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez), Roman (Tyrese Gibson) e Tej (Ludacris), bolam um plano para resgatar Ramsey.

            As cenas do resgate de Ramsey são formidáveis, desde os carros saltando de paraquedas, toda a perseguição ao comboio, os embates corpo a corpo, a presença de Deckard para atrapalhar o resgate. Isso sem citar duas cenas de tirar o fôlego, a fuga de Brian do ônibus prestes a cair do penhasco e a saída exuberante de Dom após ser cercado por Jakande (Djimon Hounsou) e seus capangas que haviam sequestrado Ramsey.

            Não contarei todo o filme, pois esse é um filme que merece ser visto na tela grande, até o hoje o filme já arrecadou 800 milhões de dólares de bilheteria e a expectativa é que o mesmo ultrapasse a marca do bilhão.

            O filme apresenta muitas cenas de ação mirabolantes, que sabemos que não podem ser feitas na vida real, mas que trazem um elemento e um sorriso no rosto enquanto assistimos e vemos tais cenas. Afinal, saltar três prédios com um carro não é algo simples de se fazer, ou mesmo conseguir jogar uma bomba num helicóptero dirigindo um carro após um salto espetacular.

            Algo a se destacar é o estilo de câmera utilizado pelo diretor, fazendo com que você se sentisse dentro da luta e utilizando efeitos de filmar certos golpes com a câmera por cima.

            Essa não foi a única virtude de James Wan, por conta da morte do ator Paul Walker em um acidente de carro em Novembro de 2013, James precisou utilizar CGI nas cenas no qual o ator ainda não tinha filmado, e o resultado foi muito bom, apesar de olhos mais atentos conseguir perceber a diferença do real Paul e do CGI Paul.

            Finalizando, a homenagem feita para o Paul Walker, que fez parte de todos os filmes, exceto o terceiro, foi belíssima. Quem acompanha a franquia desde o primeiro filme com certeza se emocionou e até deixou que lágrimas escorressem pelo rosto. A decisão em deixar o Brian O’ Conner vivo, porém seguindo um caminho diferente, foi uma escolha extremamente humana e bonita.

            Dessa vez, não deixarei aqui um trailer ou algum vídeo do filme, mas a música que toca durante a homenagem a Paul.

            Avaliação: Imperdível 

6 de setembro de 2011

Tempos Modernos (Modern Times)




Depois de quase 1 ano sem postar nada estamos de volta para uma série de filmes antigos e alguns não tão antigos. Mas o fato é que pela correria quase não estou podendo ver filmes, estou assistindo mais séries, quando consigo, do que filmes. Os filmes que postarei aqui durante esse tempo serão na maioria criticas para trabalhos da faculdade. Portanto não achem estranho se não tiver um toque cinéfilo, mas sim administrativo. 

Tempos Modernos apesar de ter sido filmado na década de 30 pelo excelente Charles Chaplin é um filme totalmente contemporâneo, pois conseguimos fazer inúmeras interligações entre aquela época de fervor do inicio do século XX, com os tempos atuais de revoluções tecnológicas constantes.
          
 O início do filme, onde se vê várias ovelhas correndo num pasto em seguida vários trabalhadores amontoados indo trabalhar, mostra a clara alusão de que os trabalhadores eram tratados como animais que precisavam ser domesticados.  Noção essa que não mudou em muitas empresas da atualidade, principalmente aquelas que necessitam de uma mão de obra muito elevada e são extremamente especialistas, onde cada pessoa só faz um trabalho especifico e nada mais que isso.
          
  Essa especialização fica evidenciada na linha de montagem da produção, onde cada pessoa fazia algo totalmente especifico e caso um deles não faça o que precisa ser feito acaba comprometendo o resto de toda a cadeia produtiva. Podemos fazer uma interligação quase que completa para os dias atuais, porém de maneira diferenciada. Nas organizações de hoje, tudo continua extremamente interligado, porém de uma maneia mais disforme do que naquela época. Hoje se um falhar, a empresa ainda consegue continuar com a sua cadeia produtiva.
         
   Outra relação explicita que o filme mostra é a situação do chefe, ele é mostrado como um folgado que só ordena e não faz nada mais que isso, álias ele faz, fica montando quebra-cabeça enquanto manda aumentar o ritmo da produção. Na visão de nós administradores, nós sabemos que apesar de não parecer o trabalho de um líder ou chefe é tão ou mais extenuante do que um trabalhador braçal. Mas sempre os trabalhadores braçais acharão que trabalham muito mais que o chefe.
          
  Nesse filme conseguimos também verificar alguns distúrbios psicológicos causados pelo trabalho, mais precisamente no “tilt” que Chaplin tem depois de repetir durante todo o dia o mesmo movimento. Podemos fazer uma ligação não muito forte com algumas patologias que existem hoje decorrentes do trabalho, notadamente o stress.
            
 A otimização do tempo é algo que não mudou em nada, o que se via naquela época é totalmente igual ao que nós vimos nos dias de hoje, o que muda é o foco de como se consegue  essa otimização de tempo. Antes se achava que se o trabalhador não parasse seria mais eficiente, vide a máquina que tentava alimentar o funcionário durante seu time “time lunch”. Hoje essa otimização de tempo é feita de diversas maneiras, mas as empresas reconhecem que um trabalhador exausto rende menos que um trabalhador descansado, e a rotina de trabalho acabou tendo algumas modificações.
         
  Outra característica que o filme mostra são as tensões sociais existentes, o combate entre as autoridades, que é mostrada como truculenta nos filmes, algo que não mudou muito nas relações existentes atualmente. E não podemos condenar isso, muitas vezes as ações truculentas da policia repele algo muito pior dos manifestantes, mas deveria existir um equilíbrio de ambas as partes. Além disso, o filme evidencia a briga entre o trabalhador e o empregador em busca de melhores condições de trabalho e emprego. Algo que existe até hoje no mundo todo, mais ou menos extenuado do que naquela época, dependendo do setor e do lugar.
           
A fragilidade das relações trabalhistas também é evidenciado no filme, através da rotatividade de emprego que Chaplin teve por conta desse “desastrado”, ele não conseguia se firmar em nenhum trabalho, e a cada erro era mandando embora, mesmo tendo salvo conduto do xerife da cidade. Outra característica evidente nesse tema é o suposto machismo existente nessas relações, pois a garota que andava com Chaplin só conseguiu um emprego de dançarina, profissão essa que exaltava muito mais suas características corporais do que intelectuais. Claro que hoje isso mudou quase que totalmente, porém em muitas empresas, para não dizer em todas, as mulheres são piores remuneradas do que homens que fazem o mesmo trabalho.
          
  A correria diária do trabalho fica claramente exposta na cena do restaurante, quando Chaplin tenta entregar o pato assado para o cliente e não consegue pois o salão está repleto de pessoas dançando e não deixa ele chegar até onde quer. A partir dessa cena podemos fazer várias alusões aos dias atuais, como o transito, a correria da maioria das pessoas que pouco ou nenhum tempo tem fora do trabalho.
           
Essa cena ainda trás algo que até pouco tempo atrás passava despercebido pelas empresas, a necessidade do cliente. Quando na cena o pato, acaba ficando preso no lustre o próprio gerente do restaurante se incumbe de entregar o mesmo pato para o cliente comer. Isso nos dias atuais é algo impensável de se ver tão explicitamente, afinal sabemos que debaixo do pano às vezes tais atitudes ainda imperam em algumas instituições.
          
  Poderíamos criar inúmeros links entre o filme, organizações, e o tempo atual, mas acredito que esses sejam os mais explícitos e relevantes. 

Avaliação: Imperdível