6 de setembro de 2011

Tempos Modernos (Modern Times)




Depois de quase 1 ano sem postar nada estamos de volta para uma série de filmes antigos e alguns não tão antigos. Mas o fato é que pela correria quase não estou podendo ver filmes, estou assistindo mais séries, quando consigo, do que filmes. Os filmes que postarei aqui durante esse tempo serão na maioria criticas para trabalhos da faculdade. Portanto não achem estranho se não tiver um toque cinéfilo, mas sim administrativo. 

Tempos Modernos apesar de ter sido filmado na década de 30 pelo excelente Charles Chaplin é um filme totalmente contemporâneo, pois conseguimos fazer inúmeras interligações entre aquela época de fervor do inicio do século XX, com os tempos atuais de revoluções tecnológicas constantes.
          
 O início do filme, onde se vê várias ovelhas correndo num pasto em seguida vários trabalhadores amontoados indo trabalhar, mostra a clara alusão de que os trabalhadores eram tratados como animais que precisavam ser domesticados.  Noção essa que não mudou em muitas empresas da atualidade, principalmente aquelas que necessitam de uma mão de obra muito elevada e são extremamente especialistas, onde cada pessoa só faz um trabalho especifico e nada mais que isso.
          
  Essa especialização fica evidenciada na linha de montagem da produção, onde cada pessoa fazia algo totalmente especifico e caso um deles não faça o que precisa ser feito acaba comprometendo o resto de toda a cadeia produtiva. Podemos fazer uma interligação quase que completa para os dias atuais, porém de maneira diferenciada. Nas organizações de hoje, tudo continua extremamente interligado, porém de uma maneia mais disforme do que naquela época. Hoje se um falhar, a empresa ainda consegue continuar com a sua cadeia produtiva.
         
   Outra relação explicita que o filme mostra é a situação do chefe, ele é mostrado como um folgado que só ordena e não faz nada mais que isso, álias ele faz, fica montando quebra-cabeça enquanto manda aumentar o ritmo da produção. Na visão de nós administradores, nós sabemos que apesar de não parecer o trabalho de um líder ou chefe é tão ou mais extenuante do que um trabalhador braçal. Mas sempre os trabalhadores braçais acharão que trabalham muito mais que o chefe.
          
  Nesse filme conseguimos também verificar alguns distúrbios psicológicos causados pelo trabalho, mais precisamente no “tilt” que Chaplin tem depois de repetir durante todo o dia o mesmo movimento. Podemos fazer uma ligação não muito forte com algumas patologias que existem hoje decorrentes do trabalho, notadamente o stress.
            
 A otimização do tempo é algo que não mudou em nada, o que se via naquela época é totalmente igual ao que nós vimos nos dias de hoje, o que muda é o foco de como se consegue  essa otimização de tempo. Antes se achava que se o trabalhador não parasse seria mais eficiente, vide a máquina que tentava alimentar o funcionário durante seu time “time lunch”. Hoje essa otimização de tempo é feita de diversas maneiras, mas as empresas reconhecem que um trabalhador exausto rende menos que um trabalhador descansado, e a rotina de trabalho acabou tendo algumas modificações.
         
  Outra característica que o filme mostra são as tensões sociais existentes, o combate entre as autoridades, que é mostrada como truculenta nos filmes, algo que não mudou muito nas relações existentes atualmente. E não podemos condenar isso, muitas vezes as ações truculentas da policia repele algo muito pior dos manifestantes, mas deveria existir um equilíbrio de ambas as partes. Além disso, o filme evidencia a briga entre o trabalhador e o empregador em busca de melhores condições de trabalho e emprego. Algo que existe até hoje no mundo todo, mais ou menos extenuado do que naquela época, dependendo do setor e do lugar.
           
A fragilidade das relações trabalhistas também é evidenciado no filme, através da rotatividade de emprego que Chaplin teve por conta desse “desastrado”, ele não conseguia se firmar em nenhum trabalho, e a cada erro era mandando embora, mesmo tendo salvo conduto do xerife da cidade. Outra característica evidente nesse tema é o suposto machismo existente nessas relações, pois a garota que andava com Chaplin só conseguiu um emprego de dançarina, profissão essa que exaltava muito mais suas características corporais do que intelectuais. Claro que hoje isso mudou quase que totalmente, porém em muitas empresas, para não dizer em todas, as mulheres são piores remuneradas do que homens que fazem o mesmo trabalho.
          
  A correria diária do trabalho fica claramente exposta na cena do restaurante, quando Chaplin tenta entregar o pato assado para o cliente e não consegue pois o salão está repleto de pessoas dançando e não deixa ele chegar até onde quer. A partir dessa cena podemos fazer várias alusões aos dias atuais, como o transito, a correria da maioria das pessoas que pouco ou nenhum tempo tem fora do trabalho.
           
Essa cena ainda trás algo que até pouco tempo atrás passava despercebido pelas empresas, a necessidade do cliente. Quando na cena o pato, acaba ficando preso no lustre o próprio gerente do restaurante se incumbe de entregar o mesmo pato para o cliente comer. Isso nos dias atuais é algo impensável de se ver tão explicitamente, afinal sabemos que debaixo do pano às vezes tais atitudes ainda imperam em algumas instituições.
          
  Poderíamos criar inúmeros links entre o filme, organizações, e o tempo atual, mas acredito que esses sejam os mais explícitos e relevantes. 

Avaliação: Imperdível  


18 de novembro de 2010

Caso 39 (Case 39)


Gênero: Thriller
Estúdio: Paramount Pictures
Produtora: Misher Films
Direção: Christian Alvart

Esse é um daqueles filmes que peguei pelo título e pela capa. Apesar de já ter ouvido alguns bons comentários sobre eles, não era nada que poderia fazer a diferença para pegá-lo.

O começo do filme consegue enganar os mais desatentos, ele se parece muito mais um drama do que um thriller.

Emily (Renée Zellweger) é uma aplicada assistente social. Quando seu chefe Wayne coloca mais um caso pra ela cuidar, por acaso o caso nº 39 dela, inicialmente ela exita em pegar esse caso, mas acaba não resistindo e aceita-o.

Uma garotinha chamada Lily estava indo mal na escola, não conversava com ninguém e dormia durante as aulas. Intrigada com esse tal caso ela resolve visitar a casa da menina.

Emily chega até a tal casa e encontra uma garotinha assustada e pais realmente estranhos. Ela desconfia desde o começo da conversa dos pais que eles são uma familia unida e felizes, principalmente depois que a menina confessa a ela que ouviu os pais dizendo que queriam mandar ela pro inferno. Como Emily não podia fazer nada, pois não existia provas físicas de abusos, Lily continuou com os pais. Mas ela deixou o telefone da sua casa se Lily precisasse.

E o que acontece ? Na mesma noite Lily liga pra ela confessando que está em apuros, e de fato estava. Seus pais estavam tentando fazer um assado dela no forno da cozinha. Porém Emily e Mike conseguem salvar a pobre garotinha.

Depois dos tramites legais os pais dela vão para um manicômio, afinal não é todo dia que álguem quer fazer um assado com sua prole, e Lily vai para um orfanato, mas pede a Emily que fique com ele. Como Emily fica com dó da garota acaba levando ela pra casa, ai começa seus problemas.

Lily começa a frequentar uma terapia de grupo com crianças que sofreram o mesmo tipo de abuso que era ministrada pelo amigo e quase namorado de Emily, Doug. Nesse grupo tinha outro menino que fazia parte de outro caso de Emily, o Diego. Diego acaba matando os pais na noite posterior a esse encontro.

Mike descobre que Diego recebeu uma ligação da casa de Emily na mesma noite que matou os pais, mas como ela não ligou pra o menino decidiram perguntar para Lily. E Lily mente dizendo que não foi ela.

Emily então decide perguntar a Diego sobre quem tinha ligado pra ele, e o garoto acaba dizendo que foi um homem. O que deixa a situação ainda mais complicada, afinal não tinha nenhum homem na casa de Emily.

A partir daí Lily começa a se revelar. Lily na verdade se chamava Lilith. Para efeito de curiosidade vou contar uma breve história sobre Lilith que não está no filme. Lilith de acordo com a lenda foi a primeira mulher criada por deus para viver na terra, mas essa acabou preferindo viver com Lúcifer no inferno e se tornou o braço direito do Big Boss do inferno. Portanto Lilith seria a "demônia" mais forte que existe. Chamem os irmãos Winchester.

Perceberam que agora a coisa começa a pegar, e o que verdadeiro thriller se iniciava.


Depois de uma conversa de rotina com Doug sobre sua terapia, Lilith descobre os medos de Doug, e o ameça. Doug conta sobre tal ameça a Emily que começa a ficar ainda mais assustada. Mesmo porquê ela já fora pegar as coisas de Lily na antiga casa dela e descobriu que os pais dela tinham uma fortaleza dentro do quarto delas, não era pra menos.

Na mesma noite Doug acaba se matando por causa de alucinações referente aos seus medos. No caso dele específico de vespas. O filme não mostra como alucinação, mas é evidente tal fato.

Mike e o "pai" da Lilith também morrem por causa de alucinações. Álias, Emily estava pedindo ajuda para o "pai" dela pois estava com medo do que Lily poderia fazer com ela.

Emily então tenta fazer de tudo para se livrar de Lilith, mas sabe que a única opção é mata-la. E ela tenta de todas as formas se proteger e ao mesmo tempo acabar com tal demônio em formato de criança.


Avaliação: Extremamente assistível

12 de novembro de 2010

Zona Verde (Green Zone)


Gênero: Ação
Estúdio: Universal Pictures
Produtora: Working Title
Direção: Paul Greengrass

É como a própria capa do DVD diz: "Bourne tornou-se um épico". Paul Greengrass, diretor dos inigualáveis, Supremacia Bourne e Ultimato Bourne, junta-se mais uma vez ao também excelente Matt Damon, nesse filme sobre a Guerra do Iraque.

Matt Damon é o subtenente Miller que após sucessivos fracassos em encontrar QPN (armas de destruição em massa) começa a se questionar sobre as informações que lhe passadas dos locais onde encontrariam tais armas.

Miller tentou buscar informações com seus superiores. Mas ouviu um sonoro não pergunte e apenas faça o que estamos mandando. Não nesses palavras, mas é esse foi o sentido do dialogo.

Um agente da CIA que também estava no Iraque, que era contra o modo como a ofensiva estadunidense vinha se desenvolvendo, se interessou pelos questionamentos de Miller e decidiu dar a ele um suporte.

Durante mais uma tentativa frustada Miller encontra um Iraquiano em extâse chamado Freddy que acabara de ver movimentos suspeitos do alto escalão do governo deposto de Saddam a algumas quadras do local onde estavam. Miller decidiu seguir a pista de Freddy e de fato encontrou uma casa onde acabara de ter uma reunião com o geneal Al Rawi, o general mais poderoso do regime de Saddam, porém ele consegue fugir antes que Miller o pegue.

Saindo da casa com uns reféns que iria interrogar Miller é surpreendido por soldados da força especial que levam seus reféns. Porém ele consegue ficar com um livro que era a chave dos contatos daquele homem.

Aos poucos ele vai descobrindo que a história de armas de destruição em massa não passava de um factóide inventando por Poundstone, um alto funcionário da inteligência dos Estados Unidos. E que eles entraram na guerra por um motivo inexistente.

Depois desse começo a trama se desenvolve na busca de Al Rawi, com Poundstone e seu grupo querendo matá-lo, Al Rawi foi o funcionário do alto governo Iraquiano que conversara com Poundstone meses antes na Jordânia alegando que não existe tais programas de armas de destruição em massa. Mas Poundstone através de uma jornalista que conhecia de um jornal respeitado conseguiu a verdade dos fatos e afirmou que tinha as QPD no Iraque. Como essa jornalista não verificou as veracidades dos fatos publicou tal matéria.

Enquanto isso, Miller e seus comandados junto com o pessoal da CIA queriam Al Rawi vivos para saber dele a verdade dos fatos. Ele como general mor do regime de Saddam tinha acesso a todos os programas militares do ex ditador. Miller acaba descobrindo que nunca existiu QPD no Iraque, que todos esses programas foram desativados em 1991 e que ele dissera isso para Poundstone mas esse inverteu a palavra do general e distribuiu informações falsas.

E a trama vai se desenvolvendo na busca Al Rawi, e na tentativa de Miller chegar antes de Poundstone a Al Rawi, e Poundstone tentando anular de todas as formas o movimento de Miller.

Se você gosta de filmes sobre guerra, esse filme conseguirá te prender fácil. Se você gostar do Matt Damon te prenderá mais ainda. E tenho que concordar com a capa do DVD "Bourne tornou-se um épico", mas devo acrescentar Green Zone não será um épico, mesmo assim é um grande filme.

Avaliação: "Muito assistível"

24 de outubro de 2010

Assalto Ao Carro Blindado (Armored)


Gênero: Drama/Suspense
Estúdio: Sony Pictures
Produtora: Screen Gems
Direção: Nimród Antal

Dois erros que cometi ao pegar esse filme, primeiro acreditei que esse fosse o filme em que eles usavam os Mini Coopers para cometer um crime, tinha esquecido que o filme na verdade se chamava Italian Job e foi lançado em 2003. E o segundo erro foi acreditar que esse filme pudesse ter um final digno dos filmes Ocean's, principalmente o clássico Ocean's Eleven.

O filme começa mostrando o dia a dia de uma empresa de transportes de valores chamada Eagle Shield. O novato Ty Hackett que após perder os pais no último ano, e ter que cuidar do problemático irmão mais novo Jimmy, entra para a empresa com a ajuda do seu "padrinho" Mike.

Mas para surpresa de Ty, Mike e seus companheiros que já trabalhavam na Eagle queriam roubar um dos carros blindados durante um período onde os valores a serem transportados seriam mais alto.

Ty, no começo ficou receoso em aceitar a fazer parte do plano, mas com o governo batendo a porta querendo levar seu irmão, mudou de idéia e aceitou o plano, mas pede a Mike que ninguém saia ferido nessa jornada.

Nesse momento, eu já começava a pensar, o final desse filme será decepcionante.

O plano estava andando conforme o planejado. Depois de pegar o dinheiro num banco e colocar em dois carros fortes, eles levam os carros para uma fábrica abandonada, álias tem tanta fábrica abandonada nos filmes desses moldes, que eu to começando a procurar alguma por aqui e tentar planejar algo do tipo. Mas eles não contavam com um mendigo que morava nas depêndencias da tal fábrica. Com medo de serem deletados
Baines mata o mesmo, e causa uma crise de justiça em Ty.

A partir daí o filme se resume a tentativa do grupo em tirar Ty de um dos carros fortes que ainda estava com dinheiro. Depois da morte do mendigo, Ty tenta fugir com um dos carros fortes mas é impedido por Mike, que após a tentativa de fuga, tira o resistor do carro, fazendo com o que carro não pudesse ser mais ligado.

Todos já devem imaginar o final do filme. Após o grupo balear um policial que foi fazer uma ronda na fábrica após ouvir uma sirene, e Ty conseguir resgatá-lo e levá-lo ao carro forte junto com ele. O grupo do lado de fora foi morrendo um a um pelos mais diversos motivos.

O filme não chega a ser totalmente decepcionante, mas um final com um sendo de justiça e dentro da lei era algo que eu não esperava quando aluguei o filme. Se não fosse pela qualidade de atores como o Laurence Fishburne e Jean Renó, o filme poderia ter se perdido muito facilmente no meio.

Avaliação: Assistível

12 de março de 2010

Inimigos Públicos (Public Enemies)


Um filme com Christian Bale e Johhny Depp fatalmente seria um excelente, certo ? Errado ! Inimigos Públicos não é um excelente filme, alias ele só se salva de ser ruim por conta das atuações de Depp e Bale.

Inimigos Públicos conta a história de John Dillinger (Depp) um famoso ladrão de bancos nos anos da grande depressão de 29. Dillinger roubava quando queria os bancos de Chicago, e vivia sempre como mais um rosto na multidão.

O Bureau de investigação cansado de ser alvo de piadas pelas ações de Dillinger nomeia o agente Melvin Purvis (Bale) a chefe do departamento de Chicago e agora cabe a ele a captura de Dillinger.

O começo do filme é apenas pra deixa-lo mais longo, o que se torna totalmente irritante e inútil. Serve somente para mostrar as facilidades e a influência que Dillinger possui e como ele conheceu a mulher no qual ele se apaixonou.

Dillinger possuía três defeitos. Primeiro de tudo, ignorou a capacidade do agente Pervis; Segundo, não gostava de decepcionar os amigos; e Terceiro e provavelmente o que mais contribuiu para o seu fim, ele estar apaixonado por Billie.

Pervis se aproveitou dos defeitos de Dillinger para mina-lo. Capturou ou matou um a um os amigos e comparsas de Dillinger deixando-o sozinho.

Dillinger foi preso em Chicago no meio do filme, mas ficou pouco tempo na prisão. Fugiu dela com uma audácia e facilidade incríveis. A cena do julgamento onde os policiais queriam que ele fosse transferido para outra prisão foi uma das melhores do filme.

O filme começa a ficar mais interessante do meio para o final. Tem mais cenas de ação, e não é arrastado como no começo do filme. Se tivessem feito todo ele assim fatalmente seria um excelente filme.

Os agentes capturam Billie bem na frente de Dillinger, alias agentes ridículos. Dillinger passou na frente deles e eles não viram ele, e depois ainda a torturaram em buscas de respostas. Se Pervis não tivesse chegado a tempo um agente fatalmente teria a matado em busca de respostas que ela não daria.

No fim Dillinger acaba sendo traído por uma amiga, Pervis a chantageou dizendo que ela iria ser deportada de volta a sua terra natal a Romênia.

Inimigos Públicos é um filme muito parado no começo e que tenta melhorar no fim, mas não consegue muito êxito. Se eles focassem mais na perseguição Pervis x Dillinger o resultado final poderia ser outro, mas o foco maior foi a vida pessoal de Dillinger. Ver Depp em cena é sempre agradável, mas dessa vez o que salvou o filme do fiasco é ter o nome dele e do Bale.

11 de março de 2010

O Grito 3 (The Grudge 3)



Antes de tudo vamos fazer algumas considerações. Esse era o único blog do grupo a mais que não havia retornado ainda. Troquei algumas coisas do layout assim como nos outros dois e pretendo postar toda vez que eu assistir um filme novo mesmo que seja algum comentário de 3 linhas.

Só responderei uma pergunta antes de comentar sobre o filme em si. Alguém perguntara no post do filme Fim dos Tempos (The Happening) o motivo das pessoas morrerem no filme. Eu não me recordo se o filme revela o motivo, mas a razão das pessoas morrerem é por alguma substância tóxica que as plantas começaram a emitir no ar essa substância acabava matando todos ao redor. Eis o motivo deles tentarem ficar sempre longe de qualquer árvore e planta.

Agora vamos falar do filme. Eu sinceramente não me lembro se assisti o Grito 2 e lembro muito pouco de O Grito, mas o Grito 3 relembra um pouco do ocorrido nos dois primeiro filme.

Logo no começo do filme Jake, o único sobrevivente do massacre ocorrido no segundo filme, é morto por Kayako o eterno espírito vingativo da série. A partir daí o filme se passa praticamente todo no prédio onde aconteceu as mortes.

O administrador do prédio Max junto com suas irmãs Rose e Lisa estão com problemas em manter os inquilinos no prédio após as mortes no apartamento 305.

Concomitantemente a isso Toshio a irmã de Kayako decide deixar o Japão para acabar com a maldição que da irmã.

Descobrimos então o motivo no qual a irmã dela virou uua Ju-on, além de claro ela ter sofrido uma morte dolorida e traumática. A mãe delas invoca os espíritos e dava o sangue deles para Kayako que acumulou todo aquele mal no seu corpo, pelo menos eu entendi assim.

Depois começa as mortes no filme. Morre mais uma moradora do prédio. A médica que cuidará de Jack e que descobrira a verdade acaba morrendo também, assim como o dono do prédio que estava despedindo Max.

Rose a irmã mais nova de Max começa a ver o espírito do filho de Kayako que também morreu naquela tragédia ocorrida tempos atrás, não é a mesma tragédia da família do Jack. Mas inicialmente ele não fez mal a ela, apesar dela gritar e perder o ar sempre que via ele.

Toshio tenta alertar Lisa sobre o risco que eles corriam, mas ela teimava em não ouvir. Até que Max começa a ter ataque de fúria e expulsa Lisa do apartamento, dai então ela vai buscar a ajuda de Toshio que pede para ela trazer Rose também.

Mais uma mudança no blog, não contarei os momentos finais. Sim é proposital para que vocês assistam os filmes, se caso não gostarem da idéia só pedir que eu deixo como era antes.

O Grito 3 é um bom filme de terror, que não dá medo, e que tem uma boa história. O filme tem toda uma trama amarrada o que deixa ele mais interessante, ao contrário de muitos filmes assim que só é carnificina. Um bom filme para você assistir com sua amiga que tem medo de filmes do gênero.

12 de junho de 2009

Madagascar 2


I like to move it move it, You like to move it !

Mas uma vez Alex, Glória, Marty e Melman estão metidos em confusão.

Depois de ter ficado preso em Madagascar no primeiro filme (caso vocês não lembrem o navio que trazia os pinguins estava sem combustível.), eles constroem um avião para voar de Madagascar até NY City.

Embarcando junto com eles estava os pinguins além do Rei Julien e do seu puxa-saco inseparável. Mas o que eles não contavam é que o combustível que tinha para a viagem não dava nem para a metade do caminho e eles acabaram caindo no meio da África.

Alex então tem uma sensação de deja-vu no local onde o avião caiu (era o local onde ele vivia sua infância como foi mostrado no começo do filme).

Alex conhece seus pais logo depois, o pai dele Zuba era o rei do bando, e acreditava que e Alex também poderia ser, mas ser rei de NY é muito diferente do que ser rei na selva.

Desapontando seu pai nesse quesito eles acabam expulso do bando, enquanto Glória despejava charme pra cima de Motomoto, Melmam brincava de médico e acreditava ter poucas horas de vida e Marty se divertia com seus amigos Listrados.

Um filme divertido do inicio ao fim, principalmente o rei Julien, disparado o mais engraçado dos personagens, vide as cenas que ele tenta assoviar e fazer o sacrifício no vulcão.

Melman revela seu amor escondido por Glória no decorrer do filme e mostra que o amor mesmo entre espécies diferentes pode ser possível.

Marty vê que ele e seus semelhantes são extremamente parecidos, e até se chateia pra caramba quando Alex o confunde com outra Zebra, por eles terem vozes iguais e jeitos idênticos.

Alex prova mais uma vez que apesar de ser um leão adestrado de zoológico e não ter jeito de leão de verdade, mostra que uma "pessoa" corajosa e de muito bom coração.

Madagascar 2 é um filme imperdível não importando sua idade. Seja pelos personagens ou pelo enredo. Mais uma vez as animações dando banho de qualidade nos filmes "normais".

Avaliação: * * * * * *

O Vizinho (Lakeview Terrace)


O que seria melhor (ou pior) do que ter um vizinho gentil, sentido, policial, encrenqueiro e que não gosta de vocês ?

Nesse filme o casal Chris e Lisa (Patrick Wilson e Kerry Washington) acabam de se mudar para sua nova vizinhança e tem como vizinho o policial Abel Turner (Samuel L. Jackson).

Turner desde o começo parecia desaprovar a mudança desses novos vizinhos, principalmente por eles serem casais de etnias distintas, ele era branco e ela era afro-americana, e Turner como era afro-americano também não via com bom gosto a relação entre ambos.

Turner então começo a importunar a vida do casal com tudo que era possível, e com o pretexto de ser policial ele abusava desse poder e deixava muitas vezes o casal acuado.

Além de mostrar essa história do vizinho insuportável, o filme ainda aborda questões sobre planejamento familiar, e os incêndios que destroem várias casas nos Estados Unidos.

Samuel L. Jackson estava excelente no papel do policial, assim como Patrick e Kerry no papel do casal.

Um filme para pessoas que gostam de explorar histórias sobre preconceitos e que curtam um bom suspenso para assistir no seu fim de noite.

Avaliação: * * * *

11 de junho de 2009

O Dia em que a Terra Parou (The Day The Earth Stood Still)


Já haviam me dito que esse filme era ruim e que não valeria a pena assisti-lo, mas a curiosidade para saber se isso era real ou não foi maior. E constatei que esse filme não é apenas ruim, ele chega a ser medíocre. Não sei se estou muito mais crítico em relação aos filmes ou se esse filme é muito ruim mesmo, mas o fato é que de nada me agradou esse filme.

Utilizando-se de um gênero muitas vezes explorado que é o fim do mundo, misturado a outro gênero não menos utilizado que é a invasão de alienígenas, esse filme tenta ser uma mistura do bom Guerra dos Mundos com o excelente Armageddon. Mas o resultado disso foi um filme sem sal, sem sentido, sem emoção, e que deixa as pessoas com sono ou dispersas. Apenas pra citar, estávamos assistindo o filme em 4 pessoas, duas dormiram no meio do filme, isso que estávamos totalmente sem sono antes de começar o filme, eu muitas vezes fiquei beijando minha respectiva futura namorada além de ter ido ao banheiro sem muito me importar com o que acontecia no filme.

Juro que o começo do filme prometia, parecia que ia ser um filme excelente, mas ao desenrolar ele conseguia ficar cada vez pior. A atuação do Keanu Reeves como Klaatu é realmente de dar pena, ele estava como de costume, mas dessa vez como uma dose maior, sem expressão alguma. É de impressionar que um ator do garbo dele não consegue fazer expressões de medo, alegria, tristeza, surpresa, entre outras. A cara dele consegue ser igual em todas as cenas. Você pode argumentar que nesse filme ele não poderia ter muitas expressões, o que eu poderia considerar como válido por ele não ser "humano", mas acho que todos concordaram que esse é um erro intermitente do rapaz.

A mocinha do filme (Jennifer Connelly) até que faz um papel aceitável, mas não consegue sozinha melhorar todo o filme, o garotinho que é seu afilhado chega a ser tão chato do começo ao fim do filme que esse os insetos resolvessem matá-lo ou se alguém matassem-no não teria feito a mínima diferença, alias faria até um bem pra trama.

Uma dica pra dar-lhes, se quiserem terminar o filme uns 5 minutos antes do filme estejam a vontade para faze-lo, pois o final consegue ser dez vezes pior que todo o restante do filme.

Avaliação: * *

10 de junho de 2009

Fahrenheit 11/09 (Fahrenheit 09/11)


O mais famoso filme do polêmico Michael Moore, nesse filme ele aborda os aspectos intrínsecos do primeiro mandato do governo Bush.

O filme aborda do começo ao fim o primeiro mandato da administração Bush como presidente norte-americano.

No começo do filme ele abordou as questões sobre as eleições e mostrou que quem teve maiores votos na realidade foi seu adversário Al Gore, e que muitas pessoas que não votariam nele foram impedidas de votarem, lembrando que nos Estados Unidos o voto é facultativo. Concomitante a isso mostrou que ele tinha pessoas dentro da FOX, e como fiscal de contagem de votos, além disso, nenhum senador contestou sua vitória.

Depois mostrou que o Presidente ficou de férias os primeiros oito meses de governo, pré 11 de setembro, praticamente 40% do tempo, mostrando que era um cara que trabalhava “duro”.

Após o ataque de 11 de setembro ele mostrou que os Árabes financiaram a família Bush, principalmente o George W., e alguns amigos, Além disso, eles possuem cerca de 10% do PIB Americano. Tendo tamanha importância Bush não poderia importuná-los.

Mostrou que os árabes investiam num fundo de defesa norte-americano, e que acima de tudo o Bush queria culpar o Sadam Hussein pelo ataque, e não Osama Bin Laden, pois eles tinham uma relação muito estreita com a família Bin Laden, uma das mais ricas na Arábia. Mas diante da inegável culpa de Osama, Bush viu-se obrigado a atacar o Afeganistão pra destituir o regime Talibã que controlava o país e protegia Osama. Mas a guerra no sentido de capturar Osama foi um fiasco, até porquê não existia real intenção de capturá-lo.

Depois o filme mostrou que a administração Bush criou um pânico na nação Americana, e ainda forjou documentos dizendo que a Sadam Hussein tinha armas de destruição em massa e que desejava atacar os EUA, quando na realidade o que eles queriam mesmo era o petróleo iraquiano.

Então os EUA invadiram o Iraque e a guerra se mostrou falha do começo ao fim, o planejamento de guerra foi totalmente equivocado e errôneo que levou a morte de milhares de soldados americanos sem necessidade e a um custo de guerra pelo tempo que ela ainda está demandando extremamente alto.

O filme por si é um grande estudo de teorias políticas, mas pouco válido se você busca algo para se entreter. O que peca nesse filme é que ele por muitas vezes dramalhão deixando de ser assim totalmente imparcial como deveria ser.

Avaliação: ****